Sobrevivi a mais uma reunião que deveria ter sido um email


Quando vi uma camiseta à venda com essa frase primeiro dei risada, depois concordei e, por fim, entendi que não estou sozinha nessa seara de reuniões intermináveis e improdutivas. Participei de muitas sem motivo algum e só conseguia pensar: “Como faço para sair daqui? Tenho tanta coisa para fazer…” E em geral a experiência de muitas pessoas com quem conversei e trabalhei é bem semelhante.

Pesquisando um pouco mais sobre o tema parece que o mundo tem problema com reuniões ineficazes, mas que continuam acontecendo. Talvez falar que tem uma reunião soa importante perante os colegas, talvez ter plateia seja a necessidade de alguns… O fato é que descobri que meu tempo é muito importante, e ter a satisfação de chegar ao final do dia feliz com que produzi é o que faz sentido para mim, na minha forma de trabalho.

Zapeando pelo tema de gerenciamento de tempo na internet para encontrar dicas, formas e métodos de me organizar melhor, encontrei esse TED do David Grady. Nesse vídeo ele conta sobre como reuniões roubam o seu tempo, e pasmem, ele não volta mais!


As pessoas podem até mudar o seu comportamento o seu comportamento, pois você mudou o seu."

Essa frase fez total sentido para mim, pois ninguém muda ninguém. Se você quer ver alguma mudança comece pelo seu comportamento. A resposta está em nós, em como nos comportamos, como deixamos coisas que nos frustram acontecerem para nos dar a liberdade de sofrer como vítimas. Mudar dá trabalho sim, não é de uma hora para outra, mas um processo a percorrer para que se sinta feliz ao final de cada dia.

As dicas que ele traz nesse vídeo foram bem importantes, principalmente para melhorar a qualidade das informações que pedia e levava para as reuniões. E tive coragem de não aceitar algumas, simplesmente porque não era necessário. E isso foi libertador!

Continuando com minha experiência ruim em reuniões, mais do que o conteúdo em si não ser tão relevante ou minha presença não ser fundamental ali naquele momento, o que mais me matava era o atraso ao iniciar e, consequentemente, ao finalizar as reuniões. Ser convocada pelo (a) chefe que não chegava no horário marcado e ter que ficar com aquela sensação de que qualquer coisa que começar agora vou ter que parar assim que a pessoa chegar, não só atrasava meus prazos como me matava um pouquinho por dentro cada vez que isso acontecia. Me sentia desrespeitada, como se o meu trabalho não fosse importante.

E vejam só, também não estou sozinha nessa! O que me chamou mais a atenção nesse artigo foi seu título:

A sua pontualidade diz muito sobre você. A sua impontualidade, mais ainda.”

E o respeito pelo seu tempo e tempo do outro diz muito sobre a consistência do seu trabalho e dos resultados que quer atingir. Mais uma vez, o foco está em você mudar o seu comportamento.

É bem verdade que prefiro falar rapidamente com as pessoas a escrever um e-mail. A diferença é que hoje tomo mais cuidado levando em consideração o meu tempo e o tempo da pessoa.

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